A coerência na educação

Qual é o exemplo que você quer dar?

Originalmente publicado pela Oficina Toka um ambiente para recreação infantil.

O exemplo que você dá para seus filhos é com atitudes, ou só na base da conversa? Mais do que isso: as suas orientações são coerentes com o que você coloca em prática? Se você segue o estilo “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, mesmo que involuntariamente, talvez seja hora de repensar.

As crianças, principalmente na primeira infância – dos zero aos 6 anos, absorvem tudo à sua volta. Aprendemos muito mais pelos exemplos que vemos e muito menos pelas recomendações, cobranças ou palavras que ouvimos.

Sabe aquela ideia de “ser a mudança que você quer ver no mundo”? Nessa linha de pensamento, as pessoas com as quais convivemos mais tem um papel importante. Os estímulos e exemplos que os pais, amigos e babás dão para as crianças são muito importantes. Eles se refletem ao longo da formação da criança. Mas é preciso ter coerência na hora de transmitir – e cobrar – valores dos pequenos.

No ano passado, a psicóloga Rosely Sayão foi capa da revista Veja São Paulo (http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2275/rosely-sayao-fala-sobre-educacao), onde falava sobre o tema: “O verdadeiro bom exemplo não se dá por meio de atitudes isoladas, mas pela coerência das ideias. Se a liberdade é um valor importante para você, tenha comportamentos que sustentem esse pensamento. Isso não impede ninguém de mudar de opinião quando quiser, mas reforça a crença nas suas orientações. Os adultos, porém, tendem à incoerência entre o discurso e a ação”, afirmou a psicóloga à revista.

A partir das falas de Sayão, é possível ver como é importante o estímulo e as experiências pelas quais as crianças passam, que acabam formando diversas das características que a criança vai ter com o passar dos anos.

A coerência, ou falta dela, se traduz em grandes atos mas também em atitudes corriqueiras, que muitas vezes podem passar despercebidas pelos pais. “Um dos meus exemplos preferidos sobre isso é a alimentação. Eles falam que é preciso ser saudável, mas mandam a criança para a escola com vários produtos industrializados na mochila — já que assim se perde menos tempo. Costumo fazer campanha pelas lancheiras amorosas, aquelas em que o produto fresquinho é preparado pela mãe, de preferência com a participação do restante da família. Da mesma forma, unir-se em torno da mesa quando possível, para que todos compartilhem desse momento, ajuda a melhorar a proximidade.”, diz Rosely.

Além da alimentação, podemos encontrar diversos exemplos: pais que pedem para a criança não gritar gritando; que falam palavrões perto dos filhos depois os repreendem quando fazem o mesmo; que não cumprem combinados com as crianças, entre tantos outros. Você já pensou sobre isso? Quais são os exemplos que você quer dar para seu filho?

 

Seu filho tem problemas para ir para a cama quando você manda e sempre acaba passando da hora brincando ou vendo TV? Com isso, tem dificuldades na hora de acordar na manhã seguinte? Apesar de ser muito comum, este comportamento pode ser evitado com algumas medidas simples, que vão melhorar o sono das crianças – e também dos pais.

Uma coisa é fato: a criança precisa dormir mais horas que um adulto. Por mais que ela queira ficar mais tempo perto dos pais e irmãos – o que geralmente acontece à noite – é necessário que o sono não seja atrapalhado.

Crianças em idade pré-escolar (até 5 anos) precisam de 12 a 13 horas diárias. Daí até os 11 anos, o ideal fica em torno de 10 a 12 horas, enquanto os adolescentes devem descansar por 9 ou 10 horas por dia.

Algo muito importante é ter a hora certa de ir para a cama – que segundo os especialistas é entre 19h30 e 21h. Este é o horário ideal porque geralmente nessa hora a adrenalina baixa e a melatonina, que regula o sono, sobe. E é durante o sono que hormônios importantes para o crescimento e desenvolvimento da criança são liberados. Depois desse horário, se a criança começa a brincar, a adrenalina volta a subir, alternando o processo.

Uma coisa que alguns pais fazem é tentar com que o filho durma de uma hora para outra, só porque chegou aquele horário limite para ele ir para a cama. Se a criança está no meio de uma brincadeira, ou vendo um programa na televisão, está empolgada, e não vai conseguir “desligar a chave” imediatamente.

O recomendado é começar um “movimento” de ir dormir cerca de uma hora antes do horário em que ele deveria estar na cama. Desligue a televisão, abaixe as luzes, dê um banho quentinho, conte uma história… Isso fará com que o corpo da criança desacelere e perceba que está na hora de dormir.

Um certo ritual para vestir a roupa de dormir e escovar os dentes também é bem vindo. Ajuda a acostumar a criança com o horário de dormir.

É claro que cada criança tem seu ritmo, que deve ser respeitado. E nem toda criança que não vai para a cama na hora estipulada pelos pais tem algum tipo de problema ou distúrbio de sono. Alguns são apenas mais agitados que outros. O importante é garantir que ela tenha as horas necessárias de sono para que se desenvolva de form

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